A missão da Classe Hospitalar
A professora Giselda Santiago tem um papel fundamental na garantia do direito à educação para crianças internadas no Hospital Estadual de Bauru (HEB). O programa é direcionado a pacientes de 2 a 17 anos que estão passando por tratamentos médicos complexos, como quimioterapia e hemodiálise. A Classe Hospitalar não se limita a apenas transmitir conteúdo escolar; sua missão é proporcionar apoio emocional às crianças durante um período que pode ser especialmente desafiador em suas vidas.
No ambiente hospitalar, a continuidade dos estudos é crucial, pois permite que as crianças mantenham um senso de normalidade em meio ao tratamento. Giselda destaca que a educação deve sempre estar presente, mesmo em momentos difíceis, e que cada interação com seus alunos é uma oportunidade de encorajá-los.
Metodologia de ensino adaptada
A metodologia utilizada nas aulas para crianças internadas é flexível e se adapta às condições individuais dos alunos. As atividades podem ser executadas em vários locais dentro do hospital, desde a sala da Classe Hospitalar até as unidades de tratamento, como a pediatria ou mesmo à beira do leito. Isso garante que o aprendizado ocorra independentemente das limitações que um tratamento pode impor.

Os conteúdos das aulas são alinhados às diretrizes curriculares do Estado de São Paulo e são enriquecidos com materiais didáticos fornecidos pela Escola Estadual Dr. Luiz Zuiani. Giselda utiliza uma abordagem que inclui leitura, contação de histórias, jogos educativos e atividades lúdicas, tudo planejado de acordo com a condição de saúde e a receptividade de cada aluno. Essa adaptabilidade é essencial para atender às necessidades físicas e emocionais das crianças, permitindo que elas continuem a aprender e a se desenvolver, mesmo em um ambiente hospitalar.
O impacto emocional da educação
O papel de Giselda vai muito além do ensino formal; ela busca proporcionar momentos de leveza e esperança aos seus alunos. A professora relata que a satisfação expressa pelos alunos, mesmo que através de pequenos gestos, é o que realmente faz sua missão valer a pena. Esses momentos reforçam a importância da educação como um mecanismo de acolhimento em tempos de dificuldade.
Em um ambiente onde a rotina de consultas, exames e tratamentos se sobrepõe, Giselda reafirma que as aulas para crianças internadas são uma forma de garantir que o direito à educação e ao sonho permaneçam acessíveis. A experiência com esses jovens alunos transforma não apenas o aprendizado deles, mas também a perspectiva que Giselda tem sobre a vida e a educação, reafirmando que a escola é um espaço que pode e deve se estender além do físico, alcançando os lugares mais difíceis.”

